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ENTREVISTA (antiga) online: Tirada do Jornal/Site - Sol Português

Terça-feira, 15.04.08

"Nuno Homem de Sá:

"O actor cresceu dentro de mim"

Entrevista conduzida por Ruy Castelar

Nuno Homem de Sá é alfacinha de gema. Nasceu em Lisboa, a 25 de Fevereiro de 1962. De signo Peixes, é solteiro e tem dois descendentes: o Marco e a Joana. É actor desde que, aos 20 anos, se estreou em "Vila Faia", a primeira telenovela portuguesa, onde granjeou grande popularidade. É um desportista nato e pratica mergulho e body-combat. Nas horas vagas, joga no computador e ouve música (pop, funk, etc.). A cor preferida é o azul, mas o seu coração pulsa pelo Sporting Clube de Portugal.

Depois de "Vila Faia", veio "Origens", ainda na RTP, e a boa presença em frente às câmaras valeu-lhe um convite para participar na série "Windows", da prestigiada produtora britânica Thames Television. Vieram, depois, outras novelas e a realização de um sonho – a música – ao formar o grupo "Banda Nuno e os Homens de Sá", onde era vocalista, guitarrista e compositor.

Até hoje, nunca mais parou. O cinema, os festivais de teatro em Portugal e no estrangeiro e uma dezena de telenovelas, onde quase sempre faz o papel do mau, valorizam-lhe um currículum que conta, ainda, com a autoria de um livro, editado em 2002, intitulado "Sem Açúcar, Com Afecto", onde aborda a sua vida e temáticas mais generalizadas.

P – Tens uma história comprida e algo atribulada. Podes contar?

R – Sou filho de pai português, um homem bonito, galanteador, aventureiro e um dos grandes galãs da época. A minha mãe é espanhola, lindíssima e manequim de profissão, o que na altura não era muito abonatório para uma senhora. Aí, nasceu a ruptura e o divórcio. Eu tinha 6 anos e quase fui o tutor da minha irmã, mais nova do que eu 3, o que me dava muito prazer, mas também muito trabalho. Na altura, não compreendi a separação dos meus pais e fui crescendo de escola em escola, revoltado, sempre afastado por mau comportamento, até que fui muito bem recebido na Escola Industrial Afonso Domingues, onde acabei o curso de electrónica, finalmente.

P - Nessa altura, aos 20 anos,estreaste-te na telenovela "Vila Faia". Mas como?

R – Uma amiga pediu-me para a acompanhar a um "casting". Acompanhei-a com muito prazer, mas sem intenção de participar. Nunca, até ali, me havia passado pela cabeça ser actor. Fiquei numa sala, esperando a minha amiga, até que me apareceu o António Moniz Pereira, que eu não conhecia na altura, e me perguntou se eu estava para o "casting". Acendeu-se uma luz no meu cérebro e, sem hesitação, disse: estou. Não fazia a menor ideia o que é que o homem queria nem o que era um "casting", o que é certo é que a partir daí a minha vida mudou radicalmente com a participação em "Vila Faia". Na altura, ganhava 30 contos o que era bem melhor do que ter um curso superior.

P – O que é que mudou na tua vida?

R – Tudo! Até a minha privacidade. Lembro-me que no dia que estreou a "Vila Faia" fui à Cervejaria da Trindade jantar e qual não é o meu espanto, quando entrei, vi toda a gente a olhar para a porta onde eu estava. O burburinho habitual cessou e todas as cabeças se voltaram para mim. Nunca me senti tão mal. Atravessei toda a sala e sentei-me ao fundo com todo o mundo a seguir-me com o olhar. Valeu-me a coragem e o " desenrascanço" que sempre tive e ao longo da minha vida, muito me têm ajudado. Naquele momento, senti a força da novela e a responsabilidade que estava nas minhas costas para o resto da vida.

P – E depois?

R – Depois, fiz "Origens" e fiquei desempregado durante muito tempo, alguns anos, porque não se fizeram nesse espaço mais telenovelas. Fui trabalhar para um teatro em Algés, de contra-regra, até que fui contratado por uma equipa inglesa que apareceu em Portugal a filmar "Widows". Em 15 dias, ganhei mais do que em um ano em Portugal.

P – Foi nessa altura que emigraste?

R – Com o dinheiro dos ingleses e aconselhado pelo meu pai, tomei o avião e desembarquei em Newark convencido que estava em New York. Ainda no ar, achei estranho, porque não via grandes arranha-céus e muitas luzes. Na minha ingenuidade, pensei: será que eles só iluminam a cidade para os filmes? Finalmente, estava nos Estados Unidos.

 

P – Porque vivem em Newark muitos portugueses, qual foi a relação?

R – Senti medo. Eu não queria que me reconhecessem. Tive medo, mais uma vez, que as pessoas não se aproximassem de mim, não por aquilo que eu valho, mas por interesse, como aconteceu em Portugal. Fui para os Estados Unidos para fugir disso tudo e fui cair numa cidade onde vivem milhares de portugueses. E ainda bem que fui, porque aprendi muito, dei-me com gente de outras culturas, outras opções sexuais, de cor de pele diferente da minha e até aprendi que as mulheres não nasceram apenas para nos servir, mas para serem nossas companheiras, que era um preconceito que eu trazia de Portugal. Foi um país que me deu oportunidade de evoluir para melhor.

 

P – Quanto tempo ficaste nos Estados Unidos e o que fizeste?

R – Fiquei dez anos na América. O primeiro trabalho foi num restaurante como bus-boy e ao mesmo tempo trabalhava, durante o dia, numa loja de roupas em South-Orange. Mais tarde, tirei o curso de nadador-salvador com a intenção de ir para a outra costa e, em 1985, aterrei em Los Angeles, onde fiquei dois anos. Cheguei tarde e não consegui arranjar emprego como nadador-salvador e voltei aos restaurantes. Nesses dois anos, trabalhei em 20 restaurantes diferentes. Sempre fui irreverente e paguei por isso. Não gosto de ser humilhado e às vezes reajo mal.

 

P – A tua história dava um filme de aventuras. Ainda não acabou?

R – Não, começou agora! Em Los Angeles, frequentei o Sta. Mónica College, estudei música, teatro musical, coreografia, até que resolvi ser realizador de cinema. Mas, antes, ainda estudei biologia marinha, informática e música. Viajei, depois, para Sta. Cruz, na Califórnia, e inscrevi-me na UCSC, onde tirei o curso superior de realizador de cinema. Entretanto, conheci, brevemente, uma americana, nasceu o meu filho, que hoje tem 18 anos e vive comigo em Portugal. Em 1994, resolvi regressar e trazer o Marco, que na altura tinha 4 anos. Voltei, com um filho, sem emprego e sem dinheiro; apresentei-me aos meus pais que me receberam de braços abertos e cheios de saudades.

 

P - Com 10 anos fora do país, foi difícil arranjar trabalho?

R – Não! Contactei o meu amigo Nicolau Breyner e, rapidamente, comecei a gravar "A Roseira Brava", na RTP. Depois, na TVI fiz "Todo o Tempo do Mundo", "Jardins Proibidos", " Olhos d'Água", "Nunca Digas Adeus", "Sonhos Traídos", "Ninguém Como Tu", "Fala-me de Amor" e, recentemente, "Ilha dos Amores".

 

P – Porque é que, quando regressaste da América, com um curso de realizador e tanta experiência, voltaste a ser actor?

R – Porque precisava de dinheiro e a porta que estava aberta, na altura, era essa. Eu era um jovem muito confuso, como a maioria dos jovens da minha geração, metade deles morreram agarrados à droga e eu não queria isso para mim. A minha sorte foi ter ido para os Estados Unidos.

 

P – Achas que és bom actor ou que, apenas, "te safas"?

R – Comecei por achar giro, engatar umas miúdas e hoje estou apaixonado pela profissão; o actor cresceu dentro de mim e não foi por acaso. Acho que sou bom actor. Mas sem um bom texto ou uma boa direcção ninguém consegue vencer. Recentemente, descobri que o meu avô paterno, espanhol, era um actor famoso e chamava-se Rafael Calvo. Descobri, finalmente, o gene que me atormenta, no bom sentido, há muitos anos. "

 

Fonte: Sol Português

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